

Lesões do Ombro e Cotovelo no Tênis
Os esportes com uso do arremesso sobrecarregam o ombro por ser este um movimento antinatural e altamente dinâmico que muitas vezes excede os limites fisiológicos da articulação.
No tênis, o saque é o movimento de arremesso que exige atenção.
Durante o saque, o ombro faz parte de uma cadeia de energia cinética, na qual o corpo é considerado como um sistema interligado de segmentos articulados, cada parte contribuindo para a energia final necessária para bater na bola. Todos os segmentos (perna, quadril, tronco, ombro, cotovelo e punho) da cadeia cinética devem estar em perfeita forma para criar nível de energia suficiente para produzir um serviço eficaz.
Para criar um movimento de serviço ideal com liberação máxima de energia, são necessários os seguintes pré-requisitos: função da cadeia cinética intacta, função escapular normal e estabilizadores dinâmicos e estáticos intactos do ombro.
Para se evitar lesões, precisa-se entender a ação da cadeia muscular, estabilidade e coordenação da escápula. Esta tem que estar associada à função equilibrada dos músculos do manguito rotador e da cápsula articular, essenciais para que o ombro gire em seu eixo central durante o movimento de arremesso como o saque.
Para reduzir o risco de lesão do ombro no tênis, deve-se associar ao treinamento programa de treinamento específicos que incorpore a estabilização escapular, o alongamento capsular, e o equilíbrio do manguito rotador.
Hoeven H, W B Kibler. Shoulder injuries in tennis players. Br J Sports Med 2006;40:435–440.
EPICONDILITE LATERAL
Epicondilite lateral (tennis elbow) consistem na inflamação da junção miotendÍnea do grupo muscular extensor no epicôndilo lateral do úmero distal, no cotovelo.
Ocorre geralmente pela lesão do músculo extensor radial curto do carpo que ajuda a estabilizar o punho quando o cotovelo está em extensão. Isso ocorre nos movimentos como o backhand. Quando o ECRB é enfraquecido pelo uso excessivo, lesões microscópicas podem ocorrer na transição miotenínea, levando a inflamação e dor.
Além dos atletas, profissionais que realizam atividade de repetição e de força também podem ter a epicondilite lateral, principalmente entre os 30 e 50 anos.
Aproximadamente 80% a 95% dos pacientes têm sucesso com o tratamento não cirúrgico que consiste em repouso, crioterapia, fisioterapia, medicamentos antinflamatórios e analgésicos, uso de cotoveleira, infiltração local com corticoesteróide, terapia de onda de choque.
O tratamento cirúrgico é indicado para os pacientes que não melhoram após 6 a 12 meses de trataemnto conservador, com lesão na transição miotendínea. Ele pode ser aberto ou por via artroscópica.